Vou interromper meu relato, que deveria continuar com meus dias em Istanbul, para falar da última semana que tive (AHAM, na verdade, algumas atrás). Foi surreal! Começando segunda-feira...
Viemos de Istanbul no domingo pois Ilayda nos disse que teríamos uma reunião do projeto na segunda. Ok, ótimo. Acordei meio tarde (Istanbul me cansou) e fiquei em casa coçando por algumas horas, até que Sezgi, minha “buddy”, surge no Gtalk para dizer que me aguardava no escritório. Eu precisava comprar um celular, e ela me acompanharia. Encontramo-nos por volta das 15h e fomos ao centro atrás do bendito. Como meu celular é bloqueado, precisaria comprar, além do cartão, um novo aparelho. Né? QUE NADA! Turco aqui é tipo chinês, tem jeito pra tudo. O cara da loja pegou meu celular e disse que já voltava. Enquanto isso, fomos comer. Fomos a um restaurante meio antigo próximo dali e Sezgi pediu algo pra mim: cold kebab, super tradiocinal. Nada mais é do que um sanduíche de kebab no prato! Uma delícia...
Voltamos para a loja e TCHANRAN... Meu celular passou então a falar turco! Conseguiram desbloquear ele pra qualquer SIM card, e lá fui eu toda feliz da vida por economizar algumas liras, que podem significar um belo de um almoço, ou um simples “apple tea” pros dias frios. Depois do celular, voltamos para o escritório. Várias pessoas estavam por lá, especialmente todas do meu projeto. E vamos para a reunião! Umut, vice-presidente de Incoming Exchange, apresentou-se e deu umas palavrinhas antes de começar. Ele é uma gracinha, super atencioso e preocupado! Quando saiu, demos início à conversa. Definimos as escolas nas quais cada um daria aula essa semana. Conversa feita, quando começaríamos? Como havia a possibilidade de eu mudar de casa, eu não trabalharia na terça, começando então na quarta. YEY! Teria tempo suficiente para preparar minhas aulas... Como já era tarde, decidimos ir embora de comboio e, quando saímos do escritório... NEVE! Muita neve! A cidade estava linda! Pois é, iríamos do mesmo jeito... Não seria agora que a neve empacaria minha vida.
No dia seguinte, acordei bem tarde e resolvi passar aquele dia friozinho em casa preparando as aulas e arrumando minhas coisas. Enrola daqui, enrola de lá, comecei a preparar realmente perto das 17h. Quando estava na metade, recebo uma mensagem de Seda dizendo que o serviço de transporte da escola estava com problema, o que me impediria de trabalhar naquela semana! Na hora fiquei perdidinha... PORRA, uma semana em Bursa sem trabalhar? Deveria ter ficado em Istanbul... Ok, vamos tomar café? Almoçar? Jantar? Já era bem tarde e meu estômago roncava, quando Timuçin chegou. Disse que logo sairia para comer e o convidei, mas recusou pois estava muito cansado. Disse, então, para eu pedir algo, já que o preço seria o mesmo e não precisaria sair de casa. BOA IDÉIA! Escolhi meu durüm (comida de turco, né, gente) e ele ligou. Óbvio né, imaginem eu, falando turco... 'TÉ PARECE!
Conversa vai, conversa vem, Timuçin começou a relatar brevemente a história de Bursa e, instantaneamente, sugeriu um passeio pro dia seguinte. Cumalikizik era o nome do vilarejo sobre o qual dizia. Ok, iria. Combinamos que, no dia seguinte, levaria-me até a estação de mini-bus e, de lá, seguiria o meu caminho.
Levantei-me cedinho para encontrar Timuçin. Tempo depois já estava a caminho. Desci do carro e logo entrei no mini-bus que me levaria até o vilarejo. Caminho longo, confesso. Mas foi proveitoso no sentido de me apresentar um pouco mais o subúrbio de Bursa. Adentrei uma vila muito pobre, até me assustei com tamanho contraste. Ia observando tudo: as senhoras com turbante, os velhinhos com seus pães recém-assados, a molecada indo pra escola... Era diferente. Até que, alguma metros de altitude acima, o motorista anuncia o ponto final. Ok, desci. Estava perdida num local lindo, cheio de neve... COMOFAS? Sai andando pela neve, fotografando e tentando descobrir onde estava. Não estava. Tomei o caminho de volta, até que avistei uma pequena estrada e resolvi pegá-la.

E chego no ponto em que abro de fato o meu “parênteses”. Alguns metros andando na estrada e logo começo a avistar ruelas de pedras, casa pequenas e antigas, vários amontoadinhos. Era esse o lugar! Cumalikizik é nada mais nada menos que um dos primeiros vilarejos do Império Otomano. A cidade de Bursa foi a primeira capital do mesmo império, o que comprova o fato. Casas muitos antigas, das quais pouquíssimas foram reformadas e muitas expressam, pelas suas paredes (e também por estruturas inteiras de pedras e madeiras), a ação do tempo. Cara, que lugar fantástico! Fico sem palavras para descrevê-lo... O tempo estava perfeito: neblina, uma neve que teimava em permanecer no chão, a água do degelo que escorria pelas pedras da rua... Fui andando por aquele lugar, atentando a todos os detalhes das portas, às impressões de alguns (muitos, no caso) antes, as escritas árabes nas paredes. No ponto mais alto do vilarejo, avistei duas casas que, sabe lá Deus por que, me chamaram a atenção. Fiquei observando e eis que surge uma senhorazinha, com turbante na cabeça e com roupas que aparentavam serem antigas. Ela trazia em suas mãos um pequeno balde e se aproximou de uma simples plantação de alface em frente a sua casa... Cuidou das alfaces com todo o zelo do mundo! Molhava a terra, tirava o excesso de gelo que permanecia nas folhas, adubava... Até que notou a minha presença lá e começou a falar comigo em turco. Disse que não falava aquela língua, mas ela permaneceu toda simpática. Estendi a mão para cumprImentá-la e se desculpou pois estava suja. Não liguei e a cumprimentei da mesma forma.

Segui meu caminho. Estava junto do tripé da minha câmera, então, mesmo estando sozinha, tirei várias fotos minhas naquele lugar (risos). Em uma das paradas para fotos, surge um outro senhor, que veio até mim também falando turco. Novamente disse que não falava aquela língua, então ele riu, apertou forte a minha mão e me deu uma castanha, quentinha, muito tradicional por aqui. Não comi, está guardadinha, e logo que chegar no Brasil guardarei-a com as outras “ lembrancinhas” que as pessoas me dão em viagens afora.
Depois de andar por 3h por aquele vilarejo, o estômago começou a reclamar. Timuçin disse que naquele lugar eu poderia saborear um belo dum GOZLEMEN. Pois bem, fui atrás do tal. Já tinha visto alguns restaurantezinhos por lá, só precisava lembrar o caminho. Entrei em um, mas o garçom estava tão entretido com a tevê que procurei outro. Então, entrei em outro que ficava bem a frente. Como é de costume aqui na Turquia, tirei meu sapato na entrava e subi para o andar superior. Logo uma moça subiu para me atender. Não era surpresa que ela não sabia falar inglês, o que não foi nenhum problema. Como já sabia o que queria, pedi meu prato através de mímicas e também um chá. Ela mostrou-me um lugar aconchegante para me sentar e lá esperei. Alguns minutos depois, chega minha comida.

QUE DELÍCIA! Graças à Pata, que muito tem me ajudado nessa viagem (olha aí o blog dela: http://pontosemnoh.blogspot.com/, vale a pena!), já sabia o que me esperava, mas não imaginava que seria assim, tão saboroso. E melhor ainda, baratíssimo! Neguei-me a pagar apenas 4 liras pela ótima comida, então dei algumas moedinhas a mais, que foram muito agradecidas pelas mulheres que lá trabalham. Sai do restaurante e, algumas voltinhas depois, resolvi seguir meu caminho de volta pra casa. E olha que surpresa: só no final encontrei a verdadeira entrada do vilarejo, com várias barraquinhas que deveriam fazer sucesso no verão. Avistei uma escola próxima e vi um mini-bus saindo, obviamente aproveitei a carona com o ônibus da molecada para ir até o ponto final. Foi um passeio e tanto...
Algumas peculiaridades daquele cantinho: todas as mulheres lá usavam turbantes! Fato que revela talvez a luta pela preservação da cultura que, de certa forma, perdeu um pouco de sua identidade com a chegada de outras. É notável que, lá, a tecnologia ainda não chegou (e não acho que chegará...). Ao invés dos famosos aquecedores, eram as lenhas e o fogo que aqueciam as casas; satélites, que são o que mais se vê na Turquia, não tinham espaço lá. Senti-me voltando no tempo, naqueles anos em que aquele povo viu seu Império desmoronar, mas que, mesmo assim, muito provavelmente por falta de oportunidade, tiveram de permanecer naquela situação precária, porém encantadora aos olhos daqueles que não sabem o que é viver daquela forma. De arrepiar a espinha!
Outro parêntese dentro do parêntese, enquanto voltava toda feliz e satisfeita para Bursa com o mini-bus. Peguei-o no ponto final e fui; quando se aproximava de algum ponto, ele diminuía a velocidade e aproximava-se da calçada, como todo mini-bus faz. Se ninguém subisse, voltava à velocidade normal e seguia rumo. Até que, em uma dessas paradas, ninguém subiu e, ao voltar para a pista, surge um carro apertando a buzina loucamente (acho que o motorista nasceu antes dela...) até praticamente encontar na traseira no mini-bus. O motorista, nada feliz com aquilo, simplesmente parou o veículo NO MEIO DAQUELA PISTA GIGANTESCA, ABRIU A PORTA E DESCEU, PARA ENTÃO DISCUTIR COM O OUTRO MOTORISTA. Imaginem a fila de carro atrás... Só turco mesmo. Gelei. Pensei. “AI MEU RIM”. Mas deu tudo certo...
Depois de um passeio pelo centro de Bursa, que incluia uma visita a umas das maiores mesquistas da Turquia (na qual era OBRIGATÓRIO o uso de turbante) e uma voltinha pela feirinha da cidade...


...voltei para casa e Timuçin me esperava. “Gostou do passeio?! Então amanhã você deve ir para Iznik...”. E fui... O passeio? Fica pra próxima!
Viemos de Istanbul no domingo pois Ilayda nos disse que teríamos uma reunião do projeto na segunda. Ok, ótimo. Acordei meio tarde (Istanbul me cansou) e fiquei em casa coçando por algumas horas, até que Sezgi, minha “buddy”, surge no Gtalk para dizer que me aguardava no escritório. Eu precisava comprar um celular, e ela me acompanharia. Encontramo-nos por volta das 15h e fomos ao centro atrás do bendito. Como meu celular é bloqueado, precisaria comprar, além do cartão, um novo aparelho. Né? QUE NADA! Turco aqui é tipo chinês, tem jeito pra tudo. O cara da loja pegou meu celular e disse que já voltava. Enquanto isso, fomos comer. Fomos a um restaurante meio antigo próximo dali e Sezgi pediu algo pra mim: cold kebab, super tradiocinal. Nada mais é do que um sanduíche de kebab no prato! Uma delícia...
Voltamos para a loja e TCHANRAN... Meu celular passou então a falar turco! Conseguiram desbloquear ele pra qualquer SIM card, e lá fui eu toda feliz da vida por economizar algumas liras, que podem significar um belo de um almoço, ou um simples “apple tea” pros dias frios. Depois do celular, voltamos para o escritório. Várias pessoas estavam por lá, especialmente todas do meu projeto. E vamos para a reunião! Umut, vice-presidente de Incoming Exchange, apresentou-se e deu umas palavrinhas antes de começar. Ele é uma gracinha, super atencioso e preocupado! Quando saiu, demos início à conversa. Definimos as escolas nas quais cada um daria aula essa semana. Conversa feita, quando começaríamos? Como havia a possibilidade de eu mudar de casa, eu não trabalharia na terça, começando então na quarta. YEY! Teria tempo suficiente para preparar minhas aulas... Como já era tarde, decidimos ir embora de comboio e, quando saímos do escritório... NEVE! Muita neve! A cidade estava linda! Pois é, iríamos do mesmo jeito... Não seria agora que a neve empacaria minha vida.
No dia seguinte, acordei bem tarde e resolvi passar aquele dia friozinho em casa preparando as aulas e arrumando minhas coisas. Enrola daqui, enrola de lá, comecei a preparar realmente perto das 17h. Quando estava na metade, recebo uma mensagem de Seda dizendo que o serviço de transporte da escola estava com problema, o que me impediria de trabalhar naquela semana! Na hora fiquei perdidinha... PORRA, uma semana em Bursa sem trabalhar? Deveria ter ficado em Istanbul... Ok, vamos tomar café? Almoçar? Jantar? Já era bem tarde e meu estômago roncava, quando Timuçin chegou. Disse que logo sairia para comer e o convidei, mas recusou pois estava muito cansado. Disse, então, para eu pedir algo, já que o preço seria o mesmo e não precisaria sair de casa. BOA IDÉIA! Escolhi meu durüm (comida de turco, né, gente) e ele ligou. Óbvio né, imaginem eu, falando turco... 'TÉ PARECE!
Conversa vai, conversa vem, Timuçin começou a relatar brevemente a história de Bursa e, instantaneamente, sugeriu um passeio pro dia seguinte. Cumalikizik era o nome do vilarejo sobre o qual dizia. Ok, iria. Combinamos que, no dia seguinte, levaria-me até a estação de mini-bus e, de lá, seguiria o meu caminho.
Levantei-me cedinho para encontrar Timuçin. Tempo depois já estava a caminho. Desci do carro e logo entrei no mini-bus que me levaria até o vilarejo. Caminho longo, confesso. Mas foi proveitoso no sentido de me apresentar um pouco mais o subúrbio de Bursa. Adentrei uma vila muito pobre, até me assustei com tamanho contraste. Ia observando tudo: as senhoras com turbante, os velhinhos com seus pães recém-assados, a molecada indo pra escola... Era diferente. Até que, alguma metros de altitude acima, o motorista anuncia o ponto final. Ok, desci. Estava perdida num local lindo, cheio de neve... COMOFAS? Sai andando pela neve, fotografando e tentando descobrir onde estava. Não estava. Tomei o caminho de volta, até que avistei uma pequena estrada e resolvi pegá-la.
E chego no ponto em que abro de fato o meu “parênteses”. Alguns metros andando na estrada e logo começo a avistar ruelas de pedras, casa pequenas e antigas, vários amontoadinhos. Era esse o lugar! Cumalikizik é nada mais nada menos que um dos primeiros vilarejos do Império Otomano. A cidade de Bursa foi a primeira capital do mesmo império, o que comprova o fato. Casas muitos antigas, das quais pouquíssimas foram reformadas e muitas expressam, pelas suas paredes (e também por estruturas inteiras de pedras e madeiras), a ação do tempo. Cara, que lugar fantástico! Fico sem palavras para descrevê-lo... O tempo estava perfeito: neblina, uma neve que teimava em permanecer no chão, a água do degelo que escorria pelas pedras da rua... Fui andando por aquele lugar, atentando a todos os detalhes das portas, às impressões de alguns (muitos, no caso) antes, as escritas árabes nas paredes. No ponto mais alto do vilarejo, avistei duas casas que, sabe lá Deus por que, me chamaram a atenção. Fiquei observando e eis que surge uma senhorazinha, com turbante na cabeça e com roupas que aparentavam serem antigas. Ela trazia em suas mãos um pequeno balde e se aproximou de uma simples plantação de alface em frente a sua casa... Cuidou das alfaces com todo o zelo do mundo! Molhava a terra, tirava o excesso de gelo que permanecia nas folhas, adubava... Até que notou a minha presença lá e começou a falar comigo em turco. Disse que não falava aquela língua, mas ela permaneceu toda simpática. Estendi a mão para cumprImentá-la e se desculpou pois estava suja. Não liguei e a cumprimentei da mesma forma.
Segui meu caminho. Estava junto do tripé da minha câmera, então, mesmo estando sozinha, tirei várias fotos minhas naquele lugar (risos). Em uma das paradas para fotos, surge um outro senhor, que veio até mim também falando turco. Novamente disse que não falava aquela língua, então ele riu, apertou forte a minha mão e me deu uma castanha, quentinha, muito tradicional por aqui. Não comi, está guardadinha, e logo que chegar no Brasil guardarei-a com as outras “ lembrancinhas” que as pessoas me dão em viagens afora.
Depois de andar por 3h por aquele vilarejo, o estômago começou a reclamar. Timuçin disse que naquele lugar eu poderia saborear um belo dum GOZLEMEN. Pois bem, fui atrás do tal. Já tinha visto alguns restaurantezinhos por lá, só precisava lembrar o caminho. Entrei em um, mas o garçom estava tão entretido com a tevê que procurei outro. Então, entrei em outro que ficava bem a frente. Como é de costume aqui na Turquia, tirei meu sapato na entrava e subi para o andar superior. Logo uma moça subiu para me atender. Não era surpresa que ela não sabia falar inglês, o que não foi nenhum problema. Como já sabia o que queria, pedi meu prato através de mímicas e também um chá. Ela mostrou-me um lugar aconchegante para me sentar e lá esperei. Alguns minutos depois, chega minha comida.
QUE DELÍCIA! Graças à Pata, que muito tem me ajudado nessa viagem (olha aí o blog dela: http://pontosemnoh.blogspot.com/, vale a pena!), já sabia o que me esperava, mas não imaginava que seria assim, tão saboroso. E melhor ainda, baratíssimo! Neguei-me a pagar apenas 4 liras pela ótima comida, então dei algumas moedinhas a mais, que foram muito agradecidas pelas mulheres que lá trabalham. Sai do restaurante e, algumas voltinhas depois, resolvi seguir meu caminho de volta pra casa. E olha que surpresa: só no final encontrei a verdadeira entrada do vilarejo, com várias barraquinhas que deveriam fazer sucesso no verão. Avistei uma escola próxima e vi um mini-bus saindo, obviamente aproveitei a carona com o ônibus da molecada para ir até o ponto final. Foi um passeio e tanto...
Algumas peculiaridades daquele cantinho: todas as mulheres lá usavam turbantes! Fato que revela talvez a luta pela preservação da cultura que, de certa forma, perdeu um pouco de sua identidade com a chegada de outras. É notável que, lá, a tecnologia ainda não chegou (e não acho que chegará...). Ao invés dos famosos aquecedores, eram as lenhas e o fogo que aqueciam as casas; satélites, que são o que mais se vê na Turquia, não tinham espaço lá. Senti-me voltando no tempo, naqueles anos em que aquele povo viu seu Império desmoronar, mas que, mesmo assim, muito provavelmente por falta de oportunidade, tiveram de permanecer naquela situação precária, porém encantadora aos olhos daqueles que não sabem o que é viver daquela forma. De arrepiar a espinha!
Outro parêntese dentro do parêntese, enquanto voltava toda feliz e satisfeita para Bursa com o mini-bus. Peguei-o no ponto final e fui; quando se aproximava de algum ponto, ele diminuía a velocidade e aproximava-se da calçada, como todo mini-bus faz. Se ninguém subisse, voltava à velocidade normal e seguia rumo. Até que, em uma dessas paradas, ninguém subiu e, ao voltar para a pista, surge um carro apertando a buzina loucamente (acho que o motorista nasceu antes dela...) até praticamente encontar na traseira no mini-bus. O motorista, nada feliz com aquilo, simplesmente parou o veículo NO MEIO DAQUELA PISTA GIGANTESCA, ABRIU A PORTA E DESCEU, PARA ENTÃO DISCUTIR COM O OUTRO MOTORISTA. Imaginem a fila de carro atrás... Só turco mesmo. Gelei. Pensei. “AI MEU RIM”. Mas deu tudo certo...
Depois de um passeio pelo centro de Bursa, que incluia uma visita a umas das maiores mesquistas da Turquia (na qual era OBRIGATÓRIO o uso de turbante) e uma voltinha pela feirinha da cidade...
...voltei para casa e Timuçin me esperava. “Gostou do passeio?! Então amanhã você deve ir para Iznik...”. E fui... O passeio? Fica pra próxima!
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